Existem, hoje, no mercado diversos tipos de curativos e coberturas. Eles possuem formas e propriedades distintas e são usados para tratar lesões de diferentes tipos.

É bom lembrar que os curativos são meios terapêuticos usados por médicos e enfermeiros para otimizar a cicatrização e prevenir contaminações e infecções.  

Neste post vamos entender quais são os tipos de curativos e para que tipo de lesão eles servem. Leia até o final e saiba mais.

Tipos de curativos e coberturas

Antes de discorrer sobre os tipos de curativos e coberturas, precisamos entender que eles se dividem em dois grupos: os passivos e os ativos.

Curativos passivos são aqueles que apenas ocluem e protegem a ferida. São fabricados com produtos como gaze, algodão e adesivos. Já as coberturas ativas são capazes de fornecer um ambiente ideal, limpo e úmido, de forma a estimular a cicatrização da ferida. 

Dito isso, entenda agora quais são os principais tipos de curativos disponíveis no mercado.

Alginato

É um tipo de curativo derivado de algas marinhas. Na interação com a ferida, ele sofre uma alteração e se transforma em um gel suave, absorvendo a exsudação (excesso de secreção produzido nas feridas).

O alginato é indicado para o tratamento de feridas com grande ou moderada exsudação e a cobertura secundária é feita com gaze e atadura ou adesivos médicos.

Carvão ativado

Assim como os alginatos, esse é um dos tipos de curativos que precisam de cobertura. Composto de carvão ativado impregnado com prata, é capaz de exercer uma ação bacteriana. 

O carvão ativado é envolto por uma camada de não tecido, selada por toda sua extensão. Seu uso é indicado para feridas com odor fétido, além de ser eficaz para cobertura de lesões infectadas e exsudativas.

Hidrocoloide

Dos tipos de curativos, os hidrocoloides são os mais fáceis de serem aplicados em áreas de articulações, como cotovelo, por exemplo.

São curativos impermeáveis e agem como uma segunda pele. São capazes de isolar as bactérias da ferida do meio externo, evitando a perda de calor e o ressecamento.

São indicados para ferimentos com pouca ou moderada exsudação e podem durar até sete dias.

Hidrogel

Muito eficaz, o hidrogel é um tipo de curativo que hidrata as lesões, sejam elas secas, superficiais, profundas, com ou sem infecção, necrose ou esfacelo.

O ambiente úmido proporcionado pelo hidrogel auxilia na recuperação de úlceras, queimaduras de segundo grau e necroses, além de aliviar a dor do paciente.

Filmes

Os filmes têm cobertura de poliuretano, que proporciona um ambiente úmido para a cicatrização. É um tipo de curativo que não deve ser usado em feridas infectadas ou de moderado a grande exsudato. 

Ácidos Graxos Essenciais (AGE)

À base de óleo vegetal, esse produto promove a recuperação dos tecidos, fornecendo nutrientes necessários no metabolismo celular, o que acelera o processo de cicatrização. 

É indicado em lesões granuladas, em epitelização, e em suas bordas.

Papaína

Com origem na enzima proteolítica do látex de folhas e frutos do mamão verde, a papaína é um desbridante químico que facilita o processo cicatricial.

O uso desse tipo de curativo é indicado em casos de feridas abertas, com tecido desvitalizado e necrosado.

E ainda temos Hidrofibras, espumas, gazes impregnadas, silicones, terapia de pressão negativa, soluções de limpeza, fitoterápicos, além de terapias adjuvantes como Laserterapia, ozônioterapia, hiperbárica, plasma rico em plaquetas, que podemos associar aos curativos.

Deu para ver que há vários tipos de curativos e coberturas e cada um deles é indicado para uma situação diferente. O importante é sempre ter o acompanhamento de um médico ou enfermeiro estomaterapeuta para saber qual é o melhor tratamento.

Costumo dizer que não há curativo certo para tudo, contudo, existe o momento certo para cada curativo. É importante saber quando aplicar cada uma para que se consiga otimizar a cicatrização.

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